“Em nossos países da América Central, apesar de termos muita união, ainda não temos um sistema de fronteiras abertas”, informou Carlos Farfan, Gerente de Operações e Manutenção da EPR. “Isso cria um desafio muito diferente quando comparado a uma empresa de transmissão tradicional típica que opera em um único país.”Além de supervisionar 1796 km de linhas de transmissão de 230 kV, a EPR gerencia equipamentos de proteção, medição e controle de subestações em alta tensão pertencentes a empresas de transmissão regionais. O fato de a EPR ter que gerenciar equipamentos em subestações que não são de sua propriedade é outro desafio – que torna mais difícil o acesso do pessoal aos dispositivos e, ao mesmo tempo, estende o acesso a pessoas que trabalham para outras empresas (o que é uma consideração importante para a segurança).A EPR respondeu a esses desafios com esforços de modernização direcionados. Eles conceberam ferramentas avançadas que melhorariam a visibilidade do sistema, facilitando o registro de faltas, a identificação de sua causa, a localização exata e o envio eficiente de equipes de reparo. Eles também queriam reforçar a segurança cibernética da subestação aprimorando o sistema usado para acessar dispositivos remotamente. Para concretizar sua visão, a EPR aproveitou seu relacionamento de longa data com a SEL.
WAN avançada fornece base sólida para melhorias
A EPR já havia usado equipamentos de proteção da SEL e desenvolveu um relacionamento de trabalho muito próximo com o suporte ao cliente. Mas esse esforço de modernização exigiria comunicações avançadas de área ampla como sua base, o que os levou à plataforma SEL ICON.“Tudo começou com a espinha dorsal da rede de comunicações entre os seis países, que foi modernizada com o ICON”, disse Eduardo Palma, Gerente Técnico Regional da SEL.O ICON, ou Rede Ótica de Comunicações Integradas (Integrated Communications Optical Network), fornece comunicações confiáveis de longa distância necessárias para diversas tecnologias importantes que a EPR usa, incluindo proteção diferencial de linha, coleta de sincrofasores e localização avançada de faltas por ondas viajantes.
“Além do ICON, montamos nosso sistema de proteção de localização de faltas por ondas viajantes, o que nos deu grande precisão”, afirmou Farfan.A localização de faltas por ondas viajantes, fornecida pelo Sistema Avançado de Proteção Diferencial de Linha, Automação e Controle SEL-411L, é muito mais precisa do que os métodos tradicionais de localização de faltas baseados em impedância. Ao medir os tempos de chegada das ondas viajantes produzidas pelas faltas, a tecnologia de ondas viajantes pode localizar faltas com precisão de até 300 metros (1000 pés), independentemente do comprimento da linha de transmissão. A localização mais precisa de faltas permitiu que a EPR melhorasse seus tempos de resposta sem precisar expandir sua equipe de manutenção.Os dispositivos SEL-411L também servem como unidades de medição fasorial, capturando sincrofasores que fornecem informações adicionais para apoiar os esforços de localização de faltas. Com os obstáculos geográficos que a EPR enfrenta, a capacidade de comparar dados entre ferramentas de localização de faltas e identificar os locais das faltas com convicção é especialmente importante.“Esse é um sistema de transmissão multinacional”, afirmou Palma. “Então, quando uma empresa operadora está despachando a manutenção, ela não quer despachar a equipe da Costa Rica quando a falta realmente aconteceu do outro lado da fronteira, no lado do Panamá.”Devido ao extenso sistema e os desafios de acessar os dispositivos pessoalmente, os esforços de modernização da EPR também priorizaram o acesso remoto seguro aos equipamentos das subestações. Eles escolheram o SEL-3620 Ethernet Security Gateway e implementaram defesas em camadas que incluem controle de acesso baseado em níveis de funções para funcionários, rotação de senhas de IED e registro meticuloso do acesso de funcionários e de quaisquer alterações feitas nos dispositivos.“A implementação do sistema de segurança cibernética permite que os engenheiros tenham acesso confiável e remoto às instalações e à proteção”, informou Jorge Mario, Coordenador Regional de Subestações da EPR. “Isso também nos permite ter uma coleta remota e segura de eventos para uma análise pós-falta apropriada, evitando o risco de entrada de uma pessoa indesejada.”
Uma parceria de longa data
Além da confiabilidade dos dispositivos SEL, a EPR credita o sucesso de sua parceria de 15 anos com a SEL ao ótimo atendimento pós-venda que recebeu. É um modelo de atendimento ao cliente que inclui ensino, com a SEL prestando treinamento sobre proteção, sistemas de automação, comunicações e segurança cibernética para funcionários da EPR.“Estamos muito próximos da EPR quando se trata de recomendar as melhores práticas e já estamos assim há muitos e muitos anos”, afirmou Palma.A EPR também valoriza a rapidez do suporte ao cliente da SEL. Como disse Farfan, o atendimento oportuno é mais do que uma conveniência – há um impacto tangível nas pessoas que dependem da EPR para obter eletricidade confiável.“Temos que deixar isso bem claro: sempre que precisamos, temos a pronta resposta da Schweitzer, e isso nos permite atender às situações no menor tempo possível”, diz Farfan. “A parceria com a Schweitzer tem sido excelente.”
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