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Itaipu Binacional investe R$ 2 milhões para modernização do sistema de proteção

Contrato com a SEL traz inovação tecnológica ao sistema de proteção de barras da usina

A Itaipu Binacional, maior hidrelétrica do mundo em geração de energia, está investindo R$ 2 milhões para garantir inovação tecnológica ao seu sistema de proteção de barras – responsável pela distribuição da potência gerada para as linhas de transmissão de energia. O contrato foi firmado com a SEL (Schweitzer Engineering Laboratories), empresa especializada em proteção e automação dos sistemas elétricos, que realizará a substituição e atualização dos painéis para proteção de barras em 500kV. O objetivo é substituir o antigo sistema por dispositivos inteligentes digitais, capazes de identificar e minimizar erros e consequente colapso do sistema elétrico. O projeto se estende até 2017.

De acordo com o Superintendente de Engenharia da Itaipu, Jorge Habib Hanna El Khouri, a atualização é preventiva e tem o objetivo de substituir as proteções eletromecânicas das barras de 500 kV que já estão no fim da vida útil. Habib afirma que um dos grandes desafios é cumprir o rigoroso planejamento para substituições dos relés anteriores na forma e tempo programado. “Os esforços preliminares para liberação da barra para substituição da proteção exigem um grande trabalho de coordenação com várias instituições”, afirma. A expectativa, segundo ele, é que o novo sistema contribua de modo positivo com os altos índices de disponibilidade e confiabilidade que a hidrelétrica tem mantido ao longo do tempo. O retrofit integra o plano de atualização que reúne as intervenções precisas em unidades geradoras, transformadores e serviços auxiliares.

Hoje, a Itaipu opera com 20 unidades geradoras, dez na frequência de 50 Hz, que fornecem energia ao Paraguai e dez em 60 Hz para o sistema de potência brasileiro. As barras integram-se aos transformadores das unidades geradoras que elevam a tensão para 500 kV para que a potência seja transmitida. É por meio das barras que se distribui a potência gerada na usina. Qualquer distúrbio nessa barra, um curto-circuito, por exemplo, pode prejudicar o fornecimento da energia, por isso, a necessidade de um sistema seletivo que proteja a barra para impedir que se comprometa toda a transmissão de energia.

Sobre o projeto

O gerente de vendas da SEL, Bertholdo Hoffmann, explica que devido à alta complexidade a transição dos relés eletromecânicos para os dispositivos inteligentes digitais será gradual e ágil, feita com remanejamento de carga em um período em que a dependência da usina não seja crítica. “O trabalho será realizado em conjunto com equipes da SEL e da Itaipu e com testes, ensaios e simulações rigorosas para que os ajustes ocorram antes do comissionamento e entrada do novo sistema em operação”, afirma.

De acordo com Hoffmann, o projeto, desenvolvido pela área de engenharia da SEL, amplia a inovação tecnológica nos sistemas de proteção da usina. O relé de proteção diferencial de barras SEL-487B, utilizado no projeto, dispõe de modernos recursos de registros e sequenciamento de eventos bem como registros oscilográficos para “armazenar” os distúrbios e facilitar o rastreamento de eventuais problemas ocorridos nas barras.

Entre os serviços a serem realizados estão os testes em RTDS – Simulador Digital de Tempo Real, que permitirá modelar o sistema de Itaipu e simular as condições reais de falta e curto-circuito, com o fim de minimizar problemas antes da implantação definitiva. Também fazem parte do escopo o fornecimento de dois painéis de engenharia, Testes de Aceitação em Fábrica (TAF), Testes de Aceitação em Campo (TAC), projeto, instalação e treinamentos para a equipe da usina.

Além do atendimento a Itaipu, a SEL também possui contratos em andamento com outras empresas transmissora de energia elétrica do país num total de mais de R$ 10 milhões. Os contratos envolvem importantes concessionárias do setor elétrico, tais como Furnas, Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT, COPEL, Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT, Eletrosul e outras.