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Disparos Monopolares na Rede de Distribuição Melhoram Índices de DEC e FEC

Trip Monofásico Preserva Atendimento a Cargas não Defeituosas

A abertura trifásica do religador é a filosofia de proteção mais comum entre as concessionárias brasileiras. No entanto, em alguns casos, a operação monopolar pode ser mais indicada para realizar a interrupção de corrente na fase defeituosa, mantendo o atendimento às cargas das demais fases. Essa questão representa um desafio para muitas empresas como a concessionária Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc).
A Celesc cobre aproximadamente 92% do território de Santa Catarina, além do município de Rio Negro (PR). Hoje, a companhia tem mais de 93 mil transformadores trifásicos, cerca de 53% do total da rede de distribuição. Esses transformadores conectam-se a alimentadores que, por sua vez, ligam-se a ramais monofásicos e trifásicos.

A empresa tem como prática a utilização de: 
1) abertura trifásica na área urbana e nos pontos com alta densidade de cargas; 2) abertura monofásica na área rural ou com poucas cargas. No entanto, essas filosofias se misturam nos limites dessas áreas. Essa mistura tem feito com que a empresa busque soluções para diminuir desligamentos e, por consequência, melhorar indicadores.
Para testar a viabilidade do uso de controles de religadores trifásicos, com abertura monopolar, em redes de distribuição, a companhia realizou um estudo durante seis meses. O SEL-651R com disparo monofásico foi utilizado para a análise e a concessionária verificou uma diminuição de 37% para o FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e de 81% no DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora)  comparativamente ao sistema de abertura trifásica.

Retrofit e flexibilidade
Assim como outras distribuidoras, a Celesc enfrenta desafios na substituição de controles de religadores antigos. Controles descontinuados, falta de suporte pelo fabricante do religador e tecnologias defasadas que não atendem mais às necessidades da distribuidora, são alguns dos desafios enfrentados. Durante uma visita na empresa por uma equipe da SEL foi apresentado o Controle Avançado de Religadores SEL-651R, compatível com o religador utilizado pela companhia. “Trouxemos a resposta que a Celesc não encontrou com o fabricante original. O que é importante para a Celesc é que o SEL-651R é um religador trifásico com abertura monopolar”, afirmou o coordenador de vendas da SEL, Sandro Santana.
Segundo Rogério Benedicto, gerente da Área de Automação e Proteção da Celesc, a escolha do equipamento da SEL se deu em função de ser esse o único no mercado que poderia ser usado para fazer o retrofit do religador existente, mesmo sendo de outro fabricante. “O dispositivo da SEL atendeu a nossa necessidade, sendo compatível com a chave que já tínhamos em nosso parque”, afirmou. 
A seleção da SEL também foi feita com base na confiabilidade e flexibilidade oferecida. “Apenas o controle da SEL oferecia a possibilidade de fazer o retrofit e, ao mesmo tempo, realizar a operação monofásica e não trifásica, como é praticamente a aplicação geral”, disse Benedicto.



Teste em campo
A SEL realizou, então, o empréstimo do equipamento que foi posteriormente instalado em um ramal de Campo Alegre (SC), onde permaneceu por seis meses. O ramal selecionado tinha um religador de abertura trifásica com 297 transformadores de distribuição (85% deles monofásicos). O ramal cobre 850 unidades consumidoras (UCs), cerca de 30% das unidades desse alimentador. 
A SEL auxiliou na configuração do equipamento e a própria equipe da Celesc realizou a instalação e configuração local do SEL-651R. Segundo o relatório técnico divulgado pela empresa, a realização dos testes em laboratório, com o suporte da SEL, foram relevantes para definir a filosofia de proteção do religador, além da definição das lógicas de abertura, fechamento e religamento em campo.
Os testes foram realizados entre 21 de julho de 2017 e 4 de abril de 2018. O equipamento atuou seis vezes por faltas transitórias e quatro vezes por faltas permanentes. Com a análise, constatou-se que o 
SEL-651R possibilitou o atendimento às cargas que não eram alimentadas pela fase defeituosa, trazendo com isso menor impacto aos indicadores coletivos de continuidade, DEC e FEC. “Em nossos estudos percebemos que poderíamos ter um ganho no desempenho se em vez de abrir toda a rede, abríssemos só uma parte dela. Como os equipamentos são ou trifásicos ou monofásicos já tenho que escolher de antemão. O dispositivo da SEL possui as duas opções e permite fazer essa mudança automaticamente”, destacou Benedicto.
Conforme Santana, quanto menos cargas a concessionária deixar de atender, menor o índice de DEC e FEC e menor o risco de sofrer algum tipo de penalidade da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “A continuidade do fornecimento tem um lado financeiro que é o DEC e o FEC e tem um lado social que é a prestação de serviços. É possível atender mais cargas por meio desse controle mais flexível”, afirmou.

No teste da Celesc, verificou-se que as aberturas permanentes levaram a um impacto de 0,77 vezes no FEC e 1,83 horas no DEC do alimentador avaliado. Se a abertura fosse tripolar, esse impacto seria de 1,21 vezes no FEC e 9,55 horas no DEC. Em porcentagem, a redução foi de 37% para o FEC e de 81% no DEC.

Segundo Benedicto, a Celesc está em um momento de expansão e essa é uma nova filosofia que poderá vir a ser utilizada em algumas aplicações. O processo de migração entre as soluções será gradual e longo, e o estudo permitiu verificar que religadores com essa inovação serão os mais adequados para a operação. “O equipamento da SEL é flexível e de vanguarda. Dependendo da situação pode operar como um dispositivo trifásico ou monofásico. Além disso, é telecomandado evitando tempo de deslocamento das equipes.”, afirmou.

SEL-651R
O Controle Avançado de Religadores SEL-651R traz confiabilidade ao sistema elétrico, melhorando indicadores de continuidade e possibilitando que as concessionárias realizem uma melhor prestação de serviço com opções de disparos tripolares e monopolares na rede de distribuição. É compatível com mais de 30 modelos dos principais religadores de mercado, tornando-o um equipamento versátil e ótimo para processos de retrofits.

Fonte: Jornal Interface Ed. 44