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Energisa Sergipe otimiza o controle e monitoramento de transformadores

Otimização do controle e monitoramento de transformadores

Energisa Sergipe amplia a confiabilidade de subestações com o controle de carregamento de transformadores realizado pelo monitoramento de temperatura

A norma NBR 5416/1997 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) foi publicada para regulamentar a aplicação de cargas em todos os transformadores fabricados a partir de sua divulgação. A norma estabeleceu que os critérios e os procedimentos para aplicação de cargas, sem limitação de potência, devem se basear nas temperaturas do óleo e dos enrolamentos. O tradicional e antigo método de controle de carregamento baseado apenas em corrente ou potência tem desvantagens significativas como cortes e transferências de cargas desnecessárias e limitação do intercâmbio de energia.

Cientes dos benefícios, a distribuidora Energisa Sergipe inovou e implantou o controle de carregamento por temperatura de seus transformadores, permitindo explorar ao máximo a capacidade de seus ativos sem gerar perda de vida útil adicional.

Segundo Camila Oliveira, engenheira de suporte técnico da SEL, a necessidade inicial da Energisa era substituir os monitores analógicos de temperatura para aumentar a confiabilidade do monitoramento térmico e garantir que a operação das subestações não levasse a um sobreaquecimento danoso aos transformadores. A solução da SEL foi a escolhida e trouxe inovação para as subestações. “O monitor de transformadores SEL-2414 possui um modelo térmico matemático único e preciso que acompanha, em tempo real, as características operativas do transformador, variando as constantes e gradientes térmicos de acordo com o estágio de ventilação ativo e leva em consideração a temperatura ambiente do local da instalação do transformador. Assim não é preciso ser conservador nos limites de aplicação de sobrecarga, uma vez que está contando com um modelo térmico preciso”, afirma. “Além disso, o SEL-2414 realiza uma verificação da  ventilação forçada, acusando falhas em seu acionamento ou problemas com sua eficiência”.

A implantação foi desenvolvida entre 2014 e 2015, e abrangeu 28 subestações e 39 transformadores de força. O sistema de monitoramento do carregamento por temperaturas foi implantado em todas as subestações e 17 delas receberam também a regulação automática da tensão.

O SEL-2414 também é responsável por regular automaticamente os níveis de tensão dos barramentos de subestações, mantendo as tensões dentro dos limites previstos pela legislação vigente. Dessa forma, o sistema está auxiliando a empresa a minimizar pagamentos de compensações derivadas de violação de níveis de tensão e de interrupções de fornecimento de energia.

Em entrevista para o Interface André Dantas Dias, engenheiro de distribuição e Horacio Dantas de Goes Filho, engenheiro de operação do sistema, ambos na Energisa Sergipe, relatam os benefícios que a implantação do novo monitoramento trouxe para a companhia.

Interface. A empresa alcançou o objetivo que tinha com a aquisição do equipamento SEL-2414? 
André. Sim. A instalação do equipamento SEL-2414 tinha como objetivo a regulação automática de tensão e monitoramento de temperatura de transformadores de força da Energisa Sergipe. A partir de sua implantação em campo, foi possível realizar a regulação automática dos níveis de tensão dos barramentos das subestações, mantendo as tensões dentro da faixa permitida pela legislação vigente (PRODIST, Módulo 8 da ANEEL); bem como explorar ao máximo a capacidade dos transformadores das subestações, principalmente em contingências, preservando, contudo, a vida útil dos mesmos.  

Interface. Como o monitor SEL-2414 contribuiu para a aplicação da NBR 5416/1997?
Horácio. A Energisa Sergipe adota os procedimentos da Norma NBR 5416/1997 desde a década de 1990. Entretanto, até iniciar a utilização do SEL-2414, o monitoramento das temperaturas ambiente, do óleo e dos enrolamentos, bem como o funcionamento dos mecanismos de ventilação forçada dos transformadores de força, eram realizados por meio dos valores de correntes passantes destes dispositivos. A aquisição dos monitores SEL-2414, associada à integração destes junto ao SCADA, tornou a aplicação da Norma mais precisa e confiável. Atualmente, o Centro de Operação Integrado (COI) da Energisa Sergipe realiza o monitoramento, em tempo real, de grandezas como temperatura ambiente, do óleo e do enrolamento, entre outras, além da utilização mais adequada dos moto-ventiladores.

Interface. A aplicação da solução foi de alguma maneira inovadora? Por quê? 
André. A solução SEL é inovadora, primeiramente, por dispor, em um único dispositivo digital, a regulação de tensão, o monitoramento térmico, o controle da ventilação forçada, o monitoramento de faltas passantes, a indicação de tapes e a comunicação remota para integração ao SCADA. Além disso, o modelo térmico apresentado varia em tempo real de acordo com o estágio de ventilação, gerando temperatura mais próxima da real.

Interface. Como foi possível a utilização dos limites de carregamento sem perda de vida útil do transformador? 
Horácio. A utilização dos limites de carregamento sem a perda de vida útil adicional foi possível pelo monitoramento térmico dos transformadores com a parametrização das características técnicas destes equipamentos no dispositivo SEL-2414 e a sua integração ao SCADA (supervisório), auxiliando na tomada de decisões em tempo real.

Interface. Explique de que forma foi conquistada a redução de cortes e transferências de carga. Isso trouxe alguma forma de economia? 
Horácio. A Energisa Sergipe está em fase de transição, migrando o monitoramento do carregamento dos transformadores de força por correntes passantes para o monitoramento por temperaturas do óleo e do enrolamento em tempo real. Esse novo método, por ser mais confiável, permite explorar ao máximo a capacidade dos transformadores de força, sendo possível carregá-los até o seu limite térmico, sem a necessidade de transferências ou cortes de cargas e preservando a vida útil dos mesmos. Sob condições específicas de contingências, a implantação da tecnologia ajuda na redução do pagamento de compensações, uma vez que menos clientes terão o fornecimento de energia interrompido.